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INSTITUTO ÀWÚRE DE INCENTIVO CULTURAL AFRO BRASILEIRO 

Na Língua Yorùbá, Àwúre significa Boa Sorte, Afortunado!

 

 

SEJA BEM VINDO

O papel da conexão entre Resiliência e Sororidade para o Empoderamento Negro.


Atualmente o termo Empoderamento está sendo amplamente difundido e celebrado constantemente na mídia, mas será que a sociedade entende a complexidade que envolve essa palavra de significado tão amplo e contundente em sua plenitude.
Muita gente inebriada por essa onda toma pra si como adjetivo e se enche de orgulho ao se auto intitular como empoderado (a), embora muitos não tenham os atributos, para que tal definição faça algum sentido.
No contexto do empoderamento feminino negro, o conceito vai muito além da capacidade de autonomia ,socialização do poder questionando e instigando reflexões pertinentes e urgentes a cerca das mazelas que nos rodeiam, está diretamente a ligado a exercer incessantemente a nossa Resistência, para que nosso espaço seja respeitado e não mais violado como desde sempre em nossa história. 


Embora muito dos que nossos ancestrais passaram tenha sido devastador, todas as mulheres negras que contribuíram para mudar as limitações que nos eram impostas, sem dúvida, tinham uma característica em comum, o poder da Resiliência, algo que também podemos notar, mesmo em meio a todas as desigualdades sociais a que estamos submetidas, resistiu e buscou bravamente pela nossa autonomia e protagonismo.
Porém tudo isso, só pode ser consolidado se exercermos a Sororidade em sua plenitude e não conforme mera conveniência, de forma seletiva e oportunista, não podemos nos contaminar e permitir que sejamos influenciadas com as competições fúteis e tendenciosas que nos assombram, tem que exercer a empatia, o apoio mútuo e assim construir uma aliança sólida que nos levará ao sucesso mútuo, valorizando a contribuição que cada uma de nós pode trazer para o nosso coletivo, a fim de sermos uma só voz em prol das nossas Dandaras.


Observando, que as altas taxas de feminicídios no brasil cresce de forma assustadora, onde segundo a ONU em 09/04/16 através ONU Mulheres Brasil, por órgãos do governo brasileiro e pelo Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas, lança o documento “Diretrizes Nacionais para Investigar, Processar e Julgar com Perspectiva de Gênero as Mortes Violentas de Mulheres – Feminicídios”.
 

Neste documente ele mostra que:
No Brasil, a taxa de feminicídios é de 4,8 para 100 mil mulheres – a quinta maior no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2015, o Mapa da Violência sobre homicídios entre o público feminino revelou que, de 2003 a 2013, o número de assassinatos de mulheres negras cresceu 54%, passando de 1.864 para 2.875.
Entendemos que estes números de morte das Mulheres/Negras é reflexo do machismo, sexismo, gordofobia onde por séculos no sistema colonial a mulher negra foi oprimida e subjugada, logo hoje no século XXI o reflexo de uma sociedade acostumada a estereotipar a Mulher Negra ainda vemos isto acontecer.

 

Segundo a filosofa e jornalista Angela Davis:
“Em Mulheres, Raça e Classe, Davis explica que no período
da escravidão, os patrões viam os corpos das mulheres negras
como propriedade e se achavam no direito de fazer o que
quisessem com elas. “A escravidão se sustentava tanto na rotina
do abuso sexual quanto no tronco e no açoite”, escreve. “O
direito alegado pelos proprietários e seus agentes sobre os
corpos das escravas era uma expressão direta de seu suposto
direito de propriedade sobre pessoas negras como um todo. ”


Desta forma nasce o Movimento de Mulheres Pretas Empoderadas (Dandaras) que dialogo e faz o enfretamento em prol de políticas públicas que atenda as mulheres negras, um coletivo de caráter nacional de fortalecimento ao empreendedorismo afro (envolvendo a mulheres negras), saúde, racismo, sexismo, machismo, relação inter-racial, gordofobia, violência contra mulher e sexualidade da mulher preta.
 

Davis aponta que o racismo tem ainda outras formas de incitar o

machismo.


“Embora as mulheres negras e suas irmãs de minorias étnicas
tenham sido os alvos principais desses ataques de inspiração
racista, as mulheres brancas também sofreram. Uma vez que os
homens brancos estavam convencidos de que podiam cometer
ataques sexuais contra as mulheres negras impunemente, sua
conduta em relação às mulheres de sua própria raça não podia
permanecer ilesa”, explica. “Esta é uma das muitas maneiras
pelas quais o racismo alimenta o sexismo, tornando as mulheres
brancas vítimas indiretas da opressão dirigida em especial às
suas irmãs de outras etnias.”


Compreendemos que somente nós pretas podemos compreender outra preta, desta maneira somos nós todas protagonistas de nossas histórias, não queremos e não aceitamos nem um direito a menos.


O PAPEL DA RESISTÊNCIA segundo Angela Davis:


Se todas as vidas importassem, nós não precisaríamos proclamar enfaticamente que a vida dos
negros importa." Essa foi uma das frases ditas por Davis durante um discurso sobre direitos
humanos na Universidade Estadual San José, nos Estados Unidos, em 2015.
“Todos nós temos que participar para garantir que algo seja feito para frear os danos racistas que estão acontecendo com nossas comunidades em todo país”, afirmou ela. “Este é um momento histórico. Quando vocês tiverem minha idade, as pessoas vão perguntar: como foi ver
o movimento revolucionário reascender? ”.


Hoje falamos aos 4 cantos do mundo, nasce a resistência negra feminina, nasce as Dandaras Pretas Empoderadas.

 


 

 

Dandaras Pretas Empoderadas.

 

 

ONU: Taxa de feminicídios no Brasil é quinta maior do mundo; diretrizes nacionais buscam solução

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